23 de out. de 2011

Hoje prestamos homenagens ao...

Aviador

 à Força Áerea Brasileira

ao Santos Dumont por ter realizado o primeiro voo de avião em Paris no ano de 1906.

22 de out. de 2011

Nós Somos Todos Indignados!

Participe do Evento!

Imagem: EFE

Nauro Machado é premiado


O poeta maranhense Nauro Machado é premiado com o Prêmio Manuel Bandeira concedido pela União Brasileira de Escritores (UBE), pelo livro O Cirurgião de Lázaro lançado pela editora Contracapa.

O prêmio será entregue na Academia Brasileira de Letras no  dia 28 deste mês.

Festival da Luz na Praça Vermelha

Fórmula Indy

Imagem: STR/Reuters

Environment 3

É a instalação com espelhos do artista Luc Peire na Galeria de Arte Auckland na Nova Zelândia.

Imagem: Stefan Wermuth/Reuters

Muamar Kadafi


Imagem: AFP

Dia do Paraquedista

Parabenizamos a todos que fazem dessa arte sua profissão!

Imagem: Witão Benicio

ENEM

A todos que estão prestando exames do ENEM sucesso, nestes dois dias!

21 de out. de 2011

Comemoramos hoje!

O Dia Nacional do Economista Doméstico

O Dia do Contato Publicitário

20 de out. de 2011

Templos desaparecidos: Capela de São Tiago-Maior

Frontíspicio da Capela de São Tiago-Maior. Acervo Igreja do Desterro. Imagem Renato Pereira
Reza a tradição que o maranhense não é dado a ter cuidado com as igrejas de sua cidade. Não as faz suntuosas e nem as conservas e muito menos as preservas.
Em São Luís vários são os templos que foram demolidos por estarem suas edificações em pessímas condições físicas ou para o bem do modernismo, alargarem ruas, construirem praças, conjuntos residências ou prédios públicos e comerciais.  

No Largo de Santiago, hoje ocupado por um conjunto residencial, entre os anos de 1789 a 1869, a Capela de São Tiago-Maior. A capela foi fundada em 1789, pelo Capitão José Salgado de Sá Moscoso. 
No local da capela e do largo atualmente existe um conjunto residencial.
Fonte:

Almanak administrativo, mercantil e Industrial, 1863.

Bogéa, Kátia Santos, Ribeiro, Emanuela Sousa, Brito, Stella Regina Soares de. Olhos da Alma: escola maranhense de imaginária. 2002.

Jornal Pequeno. Capela do Santa Teresa vira Patrimônio Histórico do Brasil. 06.12.2007. edição: 22.452. Cidade.

Marques, César Augusto. Dicionário Histórico e Artístico da Província do Maranhão.

Meireles, Mário Martins. História da Arquidiocese de São Luís.

___ São Luís: cidade dos azulejos. Fundação Cultural do Maranhão, 1965.

Moraes, Jomar. Guia de São Luís do Maranhão. 2º edição, 1995.

Motta, Diomar das Graças. Pioneirismo da Escolarização Feminina no Maranhão. Dissertação de Mestrado.
















Performance, exposição e acervo no MAC/SP

Paris foi uma festa: a poética de Gertrude Stein

Michel Foucault e a análise do Liberalismo

Casa da Roda

Rua da Cotovia.
São Luís do Maranhão também teve a sua Casa da Roda ou Roda dos Enjeitados ou Casa dos Expostos, na rua da Cotovia, mais precisamente, na casa contígua à Igreja de São Pantaleão.  A casa (fundada em 1829) era mantida pela Santa Casa de Misericórdia, recebia e educava recém-nascidos de mães solteiras que não se dispunham a criá-los.
Local da antiga porta da Casa da Roda, na rua da Cotovia.
A fundação e ciação da casa em 1829, tem sua origem com o testamento deixado pelo Coronel Izidoro Rodrigues Pereira, primeiro marido de Ana Jansen, datado de 23.07.1825, doando para a Santa Casa de Misericórdia dois contos de réis para a criação da casa.  
 
A primeira criança recebida na casa deu-se no dia 24 de outubro de 1829. As meninas criadas na casa, posteriormente eram transferidas para o Asilo Santa Tereza, onde eram educadas para casar.

Fonte:
Almanak administrativo, mercantil e Industrial, 1863.

Bogéa, Kátia Santos, Ribeiro, Emanuela Sousa, Brito, Stella Regina Soares de. Olhos da Alma: escola maranhense de imaginária. 2002.

Jornal Pequeno. Capela do Santa Teresa vira Patrimônio Histórico do Brasil. 06.12.2007. edição: 22.452. Cidade.

Marques, César Augusto. Dicionário Histórico e Artístico da Província do Maranhão.

Meireles, Mário Martins. História da Arquidiocese de São Luís.

___ São Luís: cidade dos azulejos. Fundação Cultural do Maranhão, 1965.

Moraes, Jomar. Guia de São Luís do Maranhão. 2º edição, 1995.

Motta, Diomar das Graças. Pioneirismo da Escolarização Feminina no Maranhão. Dissertação de Mestrado.


Imagens: Renato Pereira

Lenda do Homem que Vira Porco

Canteiro da cultura da soja no município de Balsas

Hoje início uma série sobre lendas e mitos que permeiam o imaginário do homem maranhense. Durante décadas a maioria das cidades do Maranhão não possuiam energia elétrica, favorecendo, assim, a população a se reunir em volta dos borralhos, nas portas das casas, nos terreiros iluminados pela lua ou por fogueiras a contar histórias sobre a cidade, pessoas, fatos e lendas.

Nas férias passadas no interior de Guimarães - Santanhinha, hoje povoado de Cedral - deleitei-me e morria de medo com as estórias contadas pelos primos, avós, tios, vizinhos e parentes. Não podemos esquecer as estórias da cavalacanga, de nhá jansen, contadas por colegas na calada da noite ou nos bancos do CEMA (Centro Educacional do Maranhão, sistema educacional via TVE) e do Centro Caixeiral.

Enfim, vamos a lenda do Homem que Vira Porco uma estória corrente em todo o Maranhão. Esta postada aconteceu ao lado da nossa casa, no bairro do São Francisco, na década de 1970.
Lenda do Homem que Vira Porco

Codó morava em uma casa de taipa, onde as paredes laterais possuiam muitos buracos que deixavam a mostra a luz do dia e da lua cheia.

Nosso vizinho tinha um cunhado de etnia negra, estatura muito forte, com mais ou menos 1,95 de altura. Um negro atrente e trabalhador.

Corria pelo bairro que nas madrugadas da sexta-feira, pelas ruas, saía um enorme porco negro a fucar e a assustar quem ele via pela frente. Ninguém conseguia precisar de onde era aquele porco. Nas casas da vizinhança  nunca fora visto um porco daquele tamanho. A estória e o medo se espalhava no outro dia e era comentário de adultos e crianças.
Codó, começou a matutar, haja visto, que seu cunhado nas ditas madrugadas de sexta-feira sumia de casa. Então resolveu ficar a espreita.  Dormia na época numa rede armada na cozinha. Deitou-se e adormeceu, pela madrugada foi despertado por um ronco e fucar de porco dentro da cozinha. Lentamente sem fazer barrulho, moveu-se até ficar de bruço com a cara no fundo da rede e ver um imenso porco a fuçar. Ao ver as  dimensões do porco, lembrou-se do seu cunhado. O porco saiu porta a dentro. A porta era feita de meansaba, muito comum nas casas de taipa, então nos bairros da periferia de São Luís. Pelos burracos da taipa pode ver o porco sair fucando e resolveu esperar. Muito depois, começa a ouvir o fuçar do porco, já adentrando o corredor que ficava entre sua casa e a nossa. Aprumou bem o olho para ter certeza se era mesmo quem pensava. Da rede, Codó vê no corredor aquele porco enorme se transformando, entre o medo, a admiração e o espanto, o porco era seu cunhado.

Voltou a adormecer e nunca comentou com ninguém da sua casa.

Conosco, amigos de infância pediu segredo.

Esta lenda é comum em algumas comunidades da ilha de São Luís (já ouvi relatos no povoado de Quebra-Pote, zona rural da ilha). Comenta-se, que nos dias de hoje há ainda  homens que na noite de sexta-feira transformam-se em grandes porcos a saírem a fuçar e a espantar as pessoas.

Diz o ditado, aquele que for corajoso pode dar uma paulada na traseira do porco, que no outro dia ao procurar nas casas da redondeza na certa vai encontrar um homem na cama ou andando com o traseiro doendo.
Fica o dito pelo não dito.



VI Mostra Sesc Guajajaras de Artes

Tem inicio hoje com cortejo pelo centro da cidade, a partir das 16 horas.
A mostra, vai de hoje até o dia 28 deste, terá exposição de arte, cinema, teatro, dança, oficinas, performances, intervenções e show's em vários pontos da cidade.

Esbalde-se nesse caldeirão estético!

Arte no ar

O papel do Artista

Últimos dias...

No dia de hoje comemoramos....


O Dia do Arquivista...

O Dia Internacional do Controlador de Tráfego Aéreo.

Folclore da Chuva

Desde ontem começaram a cair as primeiras chuvas em São Luís.
Hoje já pelas primeiras horas da manhã uma chuva torrencial molhas os telhados das casas, plantas e fios dos postes que transmitem energia para as residências. E a chuva continua até estas 10h30 de outubro.
Em virtude das tão esperadas chuvas que pronunciam um inverno chuvoso, já que este mês o calor está insuportável, post um texto do escritor e homem da cultura popular maranhense Domingos Vieira Filho sobre a chuva, que recolhi da revista digital Jangada Brasil em janeiro de 2004. A revista é um grande achado para quem estuda e pesquisa sbre a cultura popular do Brasil.

FOLCLORE DA CHUVA

Domingos Vieira Filho

A chuva está inscrustada no inconsciente folclórico de quase todos os povos. Chuva e água fecundante que fertiliza os campos, reverdece as matas e desaltera o homem. E a água é essencial porque é fonte certa de vida. Possui por isso um contéudo mágico que práticas folclóricas universais registram. A ribeira do Elanus, a nascente Théspia na ilha de Hélicon e os manadeiros de água quente de Sinuessa eram consideradas virtuosas contra a esterilidade.

No Panjab, segundo refere Paul Saintyves, as mulheres estéreis costumam mergulhar nas cisternas onde foi lançado Puram, espécie de réplica de José do Egito, certas de que com esse banho ficarão grávidas. (Saintyves, Les Vierges mères et les maissances miraculeuses).

Frazer em La rama dorada (trad. esp. México), no capítulo "El dominio mágico de lá lluvia", estudou exaustivamente o assunto, arrolando práticas mágico-religiosas em torno da chuva nos quatro cantos do mundo.

No Maranhão, como em outras áreas ligadas à chuva, quando o urubu esvoaça do país, circulam inúmeras superstições, inquieto diz o povo que vai chover. A lua apresentando um contorno sombrio é chuva na certa. Chovendo no dia 1º de novembro, dia de Todos os Santos, o inverno vindouro será bem molhado, isto é abundante, intenso. Se no dia 8 de dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, não chover copiosamente ou mesmo não chover, o inverno seguinte será ruim, escasso, fraco, com prejuízo certo para a lavoura. É bom aparar a água da primeira chuva de 1º de maio. Contém virtudes miríficas. O mesmo sucede com a chuva derramada nos dias de Santa Luzia. Em setembro temos as chuvas de caju e de manga.

A chuva na paremiologia é torrencial. Aqui conhecemos alguns provérbios e frases-feitas, como estas. "Pode chover canivete", "Vem chuva que nem cabelo de sapo", "Abril água mil" e "Quando março não bota, abril abarrota", estes de nítida proveniência lusitana. (Cf. Pedro Chave, Rifoneiro português, Porto, 2ª ed.).

Da chuva fina, irritante, que não molha roupa mas constipa, diz-se que não quebra osso, é o "chororó" da linguagem popular. Cair na chuva significa enfrentar a vida, trabalhar duro para vencer.

E chuva com sol, aqui, como em toda parte, é casamento de raposa com rouxinol. Parlenda velha, universal, em alguns países com implicação mágica. Estudaram a chuva no folclore Veríssimo de Melo e Luís da Câmara Cascudo, respectivamente em A chuva na tradição popular e Anúbis e outros ensaios e Adivinhando chuva...

Quando menino, ouvimos cantar sempre, nos começos do inverno, estes versos curiosos saudando o advento da água prolífica:

Chove chuva

Prá capim nascer

Prá boi comer

Prá boi C....

Prá passarinho comer

Prá passarinho cantar...

E nos estios prolongados o povo saía às ruas entoando preces para chover.

E para fazer cessar as chuvas torrenciais há o costume de invocar a proteção de santos e santas do opulentíssimo hagiológio cristão. Santa Clara, nesse particular, é providencial. No interior é comum em tais momentos se recitar esta quadrinha:

Santa Clara, clariai,

São Domingo, alumiai,

São Jerômo abrir o sol,

Prá secá nosso lençol.

Ou, então, se joga para cima do telhado sal ou cinza numa colher, recitando o refrão:

Santa Clara, clariai.


(Vieira Filho. Domingos. "Folclore da chuva". Jornal do Dia, São Luís, 18 de junho de 1972)

In: Jangada Brasil – ano VI – nº 62 – janeiro 2004

Imagem: Renato Pereira. Pelas estradas da vida.

19 de out. de 2011

Em Nome dos Artistas: programação da semana

Abaixo divulgamos a programação da semana dos eventos realizados pela mostra Em Nome dos Artistas

PROGRAMAÇÃO DA SEMANA
de 19 a 23 de outubro
Todos os dias o Educativo da Bienal oferece uma programação variada e gratuita. Confira abaixo as ações desta semana e participe!

Exposição Em Nome dos Artistas

Local: Pavilhão da Bienal - Parque do Ibirapuera, portão 3

Acesso pela entrada do Educativo

Informações: (11) 5576-7611 (ramal 7688)

educativo@bienal.org.br

 Dia 19 (Quarta) das 14h às 16h - Mostra de cinema para crianças e famílias: Cômicos e Animações e das 17h às 18h30 - Programa Completo

20 (Quinta) das 18h às 20h - Diálogos Intermitentes: Como os trabalhos existem?


21 (Sexta) das 14h às 16h - Mostra de cinema para crianças e famílias: Cômicos e Animações e das 17h às 18h30 - Programa Completo


22 (Sábado) das 10h às 13h - Mostra de cinema para crianças e famílias: Brincando com McLaren


23 (Domingo) das 15h às 17h - Performances e apresentações


Sempre Contemporâneos: mostra de cinema para crianças e famílias
Com curadoria de Patrícia Durães, a mostra de cinema Sempre Contemporâneos apresenta um recorte de três programas para crianças e famílias. Com duração de aproximadamente 60 minutos, as sessões Cinema sem palavras e Cômicos e animações reúnem clássicos norte-americanos produzidos no início do Século XX. A terceira seleção, Brincando com McLaren, homenageia o animador canadense com cinco de seus trabalhos. A programação revela filmes antigos que já nasceram contemporâneos.

Os filmes são exibidos aos sábados das 10h às 13h e nas quartas e sextas-feiras entre 14h e 16h, no Espaço de Diálogos, 1º Andar do Pavilhão da Bienal. Para participar, inscreva-se com 15 minutos de antecedência na entrada do Educativo.

Esta semana: 19/10 (quarta-feira) e 21/10 (sexta-feira)



Programa II – Cômicos e Animações (49’32)

Koko na Fábrica de Animação, de Dave e Max Fleischer

Jogo de Bilhar, de Edwin Middleton

KoKo, o palhaço - Uma Viagem para Marte, de Dave e Max Fleischer

O Gordo e O magro em: Liberdade e seus Perigos, de Leo Mc Carey

Koko no Controle da Terra, de Dave e Max Fleischer

Programa III – Brincando com McLaren (42’24)

22/10 (sábado)

Cânone, de Norman McLaren

Esferas, de Norman McLaren

Era uma vez... uma Cadeira, de Norman McLaren

Sincronia, de Norman McLaren

Capricho de Natal, de Norman McLaren

Programa Completo

Todas as quartas e sextas-feiras dos meses de outubro e novembro, das 17h às 18h30, a equipe do Educativo da Bienal ministrarão palestras sobre os artistas da mostra Em Nome dos Artistas. Na sequência os participantes poderão realizar uma visita orientada pela exposição, passando pelas obras que foram discutidas. É possível se inscrever em um ou mais programas, CLIQUE AQUI PARA SE INSCREVER.

Se não conseguir clicar, copie o endereço abaixo e cole em seu navegador:
https://docs.google.com/a/bienal.org.br/spreadsheet/viewform?formkey=dE45bzlOLWprX1BrdlFtc1pPaW9lX1E6MA#gid=0

Esta semana: 19 de outubro (quarta-feira) e 21 de outubro (sexta-feira)

Diálogos Intermitentes

Todas as quintas-feiras, das 18h às 20h, o Espaço de Diálogos recebe o público para conversas sobre arte contemporânea com artistas, curadores e pesquisadores. Diálogos Intermitentes é uma série de conversas que propõem aos visitantes da mostra um intervalo reflexivo a partir de assuntos relacionados à exposição Em Nome dos Artistas. CLIQUE AQUI PARA SE INSCREVER.

Se não conseguir clicar, copie o endereço abaixo e cole em seu navegador:

https://docs.google.com/a/bienal.org.br/spreadsheet/viewform?formkey=dGZzTGlZaWFFYVJobjNDRWdJU21CREE6MA#gid=0

Esta semana: 20 de outubro (quinta-feira)

Como os trabalhos existem?

Palestrantes: Beto Tassinari e Cauê Alves

Performances e Apresentações


Domingo é dia de programação especial para crianças e famílias na exposição Em Nome dos Artistas. Narração de histórias, apresentações musicais e brincadeiras, tudo isso acontece no Espaço de Diálogos, 1º Andar do Pavilhão da Bienal, das 15h às 17h. Para participar, inscreva-se com 15 minutos de antecedência na entrada do Educativo.

Esta semana: 23 de outubro (domingo)

Narração de histórias com Cris Velasco

18 de out. de 2011

Hoje é o Dia do Profissional da Informática

Bares e cafés...

Ubiratan Teixeira, Mary Teixeira (esposa) e Ubiratan Filho 
Foi o papo literário realizado ontem no Centro de Criatividade Odylo Costa, filho com o jornalista Ubiratan Teixeira abordando A Literatura nos bares & cafés de São Luís.
O papo teve mediação do poeta e fotógrafo José Maria do Nascimento.
Os escritores: Fernando Belfort e José Maria do Nascimento
Os escritores e homens do teatro maranhense: Américo Azevedo Neto e Ubiratan Teixeira
Desembargadora Josefa Ribeiro e Ceres Fernandes (escritora e coordenadora do projeto)
Joel Abreu (ator) e Mary Teixeira (atriz e poeta)
Desembargadora Josefa Ribeiro e Sônia Almeida (escritora)
O irreverente Bira e o neto
Mariano Costa (ator)
Chiquinho Pedrosa (ator), Fátima Frota (Gestora Cultural), Airton Marinho (artista plástico) e Marlene Barros (artista plástica)
Wilson Martins (escritor e ator) e Paulo Caruá (fotógrafo)
O projeto Café Literário é uma promoção da diretoria do Centro de Criatividade Odylo Costa, filho.

Imagens: Renato Pereira

No dia de hoje se comemora....

O Dia do ...
Médico...
Estivador...
Securitário...
Pintor....

a todos os nossos parabéns!

Humberto Farias em obras

Clip oficial Samba 75 Beija Flor 2012.wmv

Beija- Flor - Samba a Concurso 2012

17 de out. de 2011

A Influência da Maconha no Folclore Maranhense

Aprecie este texto do escritor Erasmo Dia publicado em 1974, na Revista Maranhense de Cultura sobre a maconha e a lenda do Rei Dom Sebastião.

A INFLUÊNCIA DA MACONHA NO FOLCLORE MARANHENSE

Erasmo Dias

O que há de mais impressionante nas sagas que constituem o riquíssimo folclore da zona litorânea do noroeste do Maranhão, não é a perfeição histórica e fabulosa com que elas são repetidas, mas, sim, o depoimento, com guizos de veracidade, de trabalhadores, alguns alfabetizados, que, além de garantir, juram as ter visionado.

Figuremos o lendário dos Lençóis: há, sem dúvida alguma, muito de histórico na repetição da saga, por certo transmitida de geração em geração, pelos meios de comunicação mais verazes, se bem primários; o narrar e o estudar para depois transmitir. Vejamos a facilidade com que essa legenda se formou e é mantida, há séculos. Cururupu foi povoada por lusônios e por negros escravos. Alguns desses portugueses vieram das ilhas açorianas, de onde se explica a lavoura canavieira que predominou, numa terra pontilhada de praias, que vão receber, a todo momento, o banho verdejante do Atlântico. Mais lógico seria ser – não fossem as origens do colonizador – terra de pescadores, como de fato o é, nas regiões praianas.

Ora, aportada nestas, plagas pelos Seiscentos e pelos Setecentos, a gente portuguesa vinha para ali, no mais derramado misticismo, daquilo que se chamou sebastianismo, ou a ânsia de regresso de quem Camões nomeou na sua epopéia, “a maravilha fatal da nossa idade”.

A ilha dos Lençóis, pela sua solidão e pela configuração de suas dunas, que, para a visão de quem vem do mar, semelha lençóis, arrumados para serem guardados numa arca, ofereceria, por certo, ao colonizador, de alma sedenta de esperança do Retorno, a visão e a remembrança das areias marroquinas, de Alcácer-Quibir.

Para espanto, porém, do pesquisador contemporâneo, foram guardadas palavras tais como: donzel, açafata, terém, quartilho, ouropel, uxaria, etc. essas palavras repontariam não só nos repetidores da saga de origem branca, como invadiriam os cantares dos cultos afro-brasileiros, em toda a região do noroeste.

O príncipe, designação dada a El-Rei D. Sebastião e só usada naquele remoto 500, haveria de encantar nas ardências da areia dos Lençóis, como tombara, aguerrido e destemeroso, em Alcácer-Quibir, e, pelo equinócio de verão, na noite de fogos dedicada pelos cristãos a São João, repontaria, no seu encantamento, na figura mística de um touro negro a resfolegar chamas azuladas, que, para os entendidos do seu mistério, estava esperando a chegada do homem, jovem e viril, que lhe ferisse a estrela branca da testa, para desencantá-lo, e, dos Lençóis subir das águas à Corte de Queluz, com o conseqüente afundamento da cidade-capital, fundada por fidalgo estrangeiro e de nome de Santo e Rei, taumaturgo e soberano em terras estrangeiras, nunca na de Portugal.

Tudo isso está explicado, na retenção do mito, nas diversas camadas sociais e sua conseqüente estratificação no sub-consciente individual e coletivo.

O surpreendente, porém, é, como já enunciamos ao começar este trabalho, o depoimento, autêntico, de homens de bem, chefes de família afeitos ao trabalho, da visualização de tudo isso, que constitui a lenda do fadário do Príncipe. Nem se diga que são os depoentes rebotalhos das suas associações de trabalho, ou debilóides mentais, largados ao esmo da vida! Fácil é ouvir, com o tom altissonante de veracidade, o depoimento dos que viram, nos Lençóis, o lendário Príncipe, e já em terras de Guimarães, o navio fantástico de João de Una, a cortar caminhos pelo canal intransitável que entremeia Itacolomi do litoral.

Aí vem no seu lastro da realidade, a presença dessas visões, que a muitos ocorre, ocorreram e ocorrerão, nas praias do noroeste.

O elemento negro, como já foi dito, preponderante na colonização, trouxera, da África, as sementes do seu cânhamo estupefaciente, tão em uso, em todo o continente negro, dominando as civilizações árabes, ali domiciliadas, e, espalhando-se pelo labirinto das cubatas e cafrarias. Diamba, liamba, hashishe, na África; erva maldita, maconha, no Brasil; marijuana, nas Antilhas e na América Central, por onde o negro passou. De nomenclatura tão díspar e variada, a “canábia sativa”, só agora combatida, se arraigou nos povoamentos onde houvesse pretos. No noroeste maranhense se fixou entre barqueiros, canoeiros e pescadores – homens do mar, dispostos à fuga da solidão, nas suas longínquas vigílias. Em estudos firmados pelos doutos da Medicina, há afirmações do delírio visua, a que chegam os fumantes, e, que nos casos refericios, teria como “back-ground” as memórias subconscientes das sagas, ouvidas continuadamente e repetidas pela vida em fora, com o povilho místico das cousas do sobrenatural.

Daí ter de se acrescentar, no estudo dessas representações mnemônicas o fator preponderante da usança da maconha, como geratirz das alucinações visuais, desse vasto lendário, que, na sua integridade, soma a mais bela e perfeita, vivência de fatos folclóricos, do nordeste litorâneo do Maranhão.

O uso da maconha gera espírito associativo, como, na África, entre os fumantes das cubatas e os árabes dos haréns. Não dispondo de aparelhagem de filtração da fumaça, como os árabes aperfeiçoados, queimadores de hashishe, a negrada selvagem ou semicivilizada usa um instrumento primitivo feito em artesanato, com os produtos da terra: é o fumador de cabaça, improvisado na casca de uma curcubítácia seca, na qual se apõe um queimador, afunilado, feito de qualquer metal, na sua preferência, pela facilidade de obtenção da folha flandres e no bojo da cabaça, onde circulará a fumaça estupefaciente, certa quantidade de água, no caso, o elemento de filtração.

O espírito associativo da usança do narcótico improvisa grupos de viciados, que repassando de mão em mão o fumador primitivo, que gera na sua entorpecência um rimário de quadras, alusivas à diamba. Já há documentários sobre essa improvisação poética, quase sempre brejeira, a lembrar os danos e perigos causados pelo vício.

Nas praias de pescarias, os homens se reúnem nesses grupos improvisados e fazem circular a cabaça.

Quando porém se trata de barqueiros, mergulhados na solidão da faina, desaparece o uso do instrumento, que se impõe nos grupos. Passa o homem, então, a usar o longo cigarro de maconha, enrolado em papel pardo, de embrulho ou papel fino que vem aderente à folícula metálica de preservação dos cigarros importados. É o “soró”.

Compreendamos o homem em solidão de espírito e observação do que o cerca no mar sentido na aproximação dos lugares lendários, a eclosão mnemônica das sagas que lhe encheram o subconsciente, pela transmissão oral desde a infância. O pescador ao se encher do lendário dos fatos sobrenaturais, como o fator alucinatório da fumaça de maconha, primeiro deslumbra, e a seguir vê claramente, como em exibição cinematográfica, toda a saga, imbuída no seu subconsciente.

E, então, nos Lençóis, ele não ouve só os cantares das açafatas, vindos do fundo do mar, nem se reduz em visão quase surrealista, dos búzios aporcelanados, e das algas coloridas trazidas para a praia pela arrebentação, que são para o seu misticismo os tesouros e teréns do Príncipe e da sua corte perdida em sofrença de encantamento no fundo do oceano. A diamba colabora com a alucinação visual e, no equinócio de verão, na noite premarcada pela tradição, ele visualiza o touro negro, escavando e bufando labaredas azuladas, à espera do homem heróico e viril, que o venha desencantar e reabilitar Queluz, com o desaparecimento de São Luís.

Se é, em Itacolomi, ele vê com todas as suas perspectivas, farto de luminárias, o navio de João de Uma cruzando o canal pedregoso, que nem as canoas ou “bastardos” ousam cruzar.

Já foi dito e repetimos que os testemunhos e depoimentos que se pode colher não são dados por debilóides mentais ou gentalha de rebutalho na vida social. Eles brotam de homens sisudos, verazes, que os narram com a certeza de os terem visto.

Desta arte alevanta para estudo futuro a influência do uso da maconha na história do folclore do noroeste maranhense. Estudo que há de ser feito com precisão científica para revelar a visualização do rico lendário, que integra o contexto das sagas, que enfeita a história fabulosa e mística, envolvente da vida de milhares de pessoas, habitantes da zona praiana dessa região maranhense.

In: Fundação Cultural do Maranhão. Revista Maranhense de Cultura. Nº 1. São Luís, jan-jun 1974.



Hoje é dia de....

Aeroporto do Galeão/RJ. Imagem: Renato Pereira

Hoje é o nosso dia de revêrenciarmos a Indústria Aeronaútica Brasileira e o Eletricista, esse profissional que no dia-a-dia esta do nosso lado permanentemente.  

Igreja do Desterro

Localizada no Largo do Desterro, bairro do mesmo nome no Centro Histórico de São Luís, a Igreja de Nossa Senhora do Desterro foi fundada em 1648. Sendo que o livro Monumentos Históricos do Maranhão registra que em 1641 foi erigida no local uma capela simples recoberta de palha, tida pelo pesquisador César Marques como “o primeiro templo existente no Maranhão.
Conta a história que a edificação teria sido atacada pelos holandeses quando iniciarão a invasão da ilha tomando a igreja. Durante o ataque os holandeses teriam quebrado a imagem de Nossa Senhora do Desterro. Após a expulsão dos invasores em fevereiro de 1644, raras foram as tentativas de reerguer a igreja.
No ano de 1832, o negro José de Lé resolveu construir a sede da nova igreja. Mesmo sem recursos próprios, o devoto de São José acabou construindo, a partir de esmolas e ajuda de padres e da população, as paredes mestras da nova igreja, posteriomente com a ajuda financeira de José Antonio Furtado, trinta anos depois conclui a construção definitiva da Igreja Nossa Senhora do Desterro ou São Jose do Desterro, como também é conhecida.
A igreja com características da arquitetura bizantina, ao longo dos tempos vem sofrendo interdições e reformas que vem descaracterizando-a.
Fonte:
Almanak administrativo, mercantil e Industrial, 1863.

Bogéa, Kátia Santos, Ribeiro, Emanuela Sousa, Brito, Stella Regina Soares de. Olhos da Alma: escola maranhense de imaginária. 2002.

Jornal Pequeno. Capela do Santa Teresa vira Patrimônio Histórico do Brasil. 06.12.2007. edição: 22.452. Cidade.

Marques, César Augusto. Dicionário Histórico e Artístico da Província do Maranhão.

Meireles, Mário Martins. História da Arquidiocese de São Luís.

___ São Luís: cidade dos azulejos. Fundação Cultural do Maranhão, 1965.

Moraes, Jomar. Guia de São Luís do Maranhão. 2º edição, 1995.

Imagens: Renato Pereira