14/03/2012

Águas de Março

Renato Pereira. Águas de Março

Perante Jesus

Em todos os instantes, reconhecer-se na presença invisível de Jesus, que nos ampara nas obras do Bem Eterno.

Aceitou-nos o Cristo de Deus desde os primórdios da Terra.

Nos menores cometimentos, identificar a Vontade Superior, promovendo em toda parte a segurança e a felicidade das criaturas.

Cada coração humano é uma peça de luz potencial e Jesus é o Sublime Artífice.

Lembrar-se de que o Senhor trabalha por nós sem descanso.

Repouso indébito, deserção do dever.

Sem exclusão de hora ou local, precaver-se contra o reproche e a irreverência para com a Divina Orientação.

O acatamento é prece silenciosa.

Negar-se a interpretar o Eterno Amigo por vulgar revolucionário terreno.

Reconheçamo-lo como a luz do Mundo.

Renunciar às comemorações natalinas que traduzam excessos de qualquer ordem, preferindo a alegria da ajuda fraterna aos irmãos menos felizes, como louvor, ideal ao Sublime Natalício.

Os verdadeiros amigos do Cristo reverenciam-no em espírito.

Identificar a posição que lhe cabe em relação a Jesus, o Emissário de Deus, evitando confrontos inaceitáveis.

O homem que exige seja o Cristo igual a ele, pretende, vaidosamente, nivelar-se com o Cristo.

Em todas as circunstâncias, eleger no Senhor Jesus, o Mestre invariável de cada dia.

Somos o rebanho, Jesus é o Divino Pastor.

“E tudo quando fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens.” – Paulo

(Colossences, 3:23)

(Transcrito do livro Conduta Espírita, pelo espírito André Luiz, Ideal – 6ª Ed, julho, 1977. cap. 7, pag. 36)

Imagem: Renato Pereira



































Todo dia é dia de Poesia!

Renato Pereira. Poema para Márica Haydée

Pois hoje no calendário estamos comemorando o dia da Poesia.
Para comemorar um poema da lavra de Golçalves Dias.

Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros,

De vivo luzir,

Estrelas incertas, que as águas dormentes

Do mar vão ferir;

Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros,

Têm meiga expressão,

Mais doce que a brisa, — mais doce que o nauta

De noite cantando, — mais doce que a frauta

Quebrando a solidão,

Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros,

De vivo luzir,

São meigos infantes, gentis, engraçados

Brincando a sorrir.

São meigos infantes, brincando, saltando

Em jogo infantil,

Inquietos, travessos; — causando tormento,

Com beijos nos pagam a dor de um momento,

Com modo gentil.

Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros,

Assim é que são;

Às vezes luzindo, serenos, tranquilos,

Às vezes vulcão!

Às vezes, oh! sim, derramam tão fraco,

Tão frouxo brilhar,

Que a mim me parece que o ar lhes falece,

E os olhos tão meigos, que o pranto humedece

Me fazem chorar.

Assim lindo infante, que dorme tranquilo,

Desperta a chorar;

E mudo e sisudo, cismando mil coisas,

Não pensa — a pensar.

Nas almas tão puras da virgem, do infante,

Às vezes do céu

Cai doce harmonia duma Harpa celeste,

Um vago desejo; e a mente se veste

De pranto co'um véu.

Quer sejam saudades, quer sejam desejos

Da pátria melhor;

Eu amo seus olhos que choram em causa

Um pranto sem dor.

Eu amo seus olhos tão negros, tão puros,

De vivo fulgor;

Seus olhos que exprimem tão doce harmonia,

Que falam de amores com tanta poesia,

Com tanto pudor.

Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros,

Assim é que são;

Eu amo esses olhos que falam de amores

Com tanta paixão.

 

13/03/2012

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Quando: segunda a sexta, das 8h às 12.

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