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28 de mar. de 2024

Airton Marinho: Divas

Divas é a nova coleção de xilogravuras de Airton Marinho, que pode ser apreciada na Galeria de Arte Dila, no Convento das Mercês, até abril. 
A coleção é uma celebração às mulheres tendo cantoras e atrizes do Brasil e da cena internacional já falecidas ou em atividade como mote para homenagear as mulheres e seus trabalhos singulares.
 

Onde: Convento das Mercês. Rua da Palma, 502, Desterro.

Horário: Terça a sábado das 9h às 17h e domingo das 9h às 13h.

Foto: Fafá de Belém, prova e matriz.

15 de jan. de 2012

Aírton Marinho, artista maranhense da xilogravura

Raras têm sido as oportunidades de o público maranhense desfrutar de mostras retrospectivas de seus artistas. Fora as anteriores de Antônio Almeida organizadas por Roldão Lima na desaparecida galeria Eney Santana, durante a década de 80, e a por Ado Archangeli no Palacete Gentil Braga da UFMA, uma década atrás, nada mais foi visto, não obstante os vários artistas de artes visuais estejam há mais de três décadas atuando ativamente na vida cultural maranhense.

A retrospectiva de 30 anos de produção do artista Aírton Marinho se insere nesse cenário atípico.
A xilogravura escolhida pelo artista para elaborar suas obras é oriunda da velha Europa, redescoberta pelos expressionistas do século XX, e em tempos atuais artistas brasileiros como Gilvan Samico, Darel Valença, Lins, Grilo, a usam como veículo na sua arte. Além de artistas intelectualizados como Goeldi que a reintroduziu no país, Scliar e Lívio Abramo; os cordelistas nordestinos muitas vezes anônimos fazem dela recurso para ilustrar as suas narrativas em versos na edição de seus libretos. Sendo uma arte aparentemente fácil, exige, no entanto muita habilidade na prática do desenho e principalmente na destreza compositiva no domínio do espaço formal. Como recurso gráfico permite um aceso mais democrático à arte, do que os originais únicos da pintura. É esse o processo que Aírton usa como único artista da gravura em São Luís.
Este maranhense de conversa tranquila e simples, vindo de Vitória do Mearim, não deixa transparecer seu empenho obstinado, para com as coisas da arte, a quem o conheça no primeiro momento. Depois de chegar a São Luís após cursar o ensino primário, foi no Colégio Nina Rodrigues, do saudoso Carlos Cunha, que cursou o ginásio e o científico dos estudos secundários de então. Trabalhando na clicheteria da Gráfica São José, foi pondo as mãos e os olhos no processo de gravar imagens a serem impressas. No Curso de Desenho Industrial do Instituto de Letras e Artes (ILA), da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), que era dirigido nos anos setenta pelo escritor e professor de Literatura Fernando Moreira, e sob a orientação da professora Cibele de Pádua, recém-chegada da FAAP de São Paulo, foi aprofundando sua técnica de gravura.
O ILA, que agregava os cursos de Comunicação, Licenciatura em Desenho e Plástica, Desenho Industrial e Letras, deu ao Maranhão uma geração de pintores, fotógrafos e escritores como: Murilo Santos, Miguel Veiga, Ciro Falcão, Sônia Almeida e outros. Profissionais que assumiram compromisso com os meandros sedutores da arte. Aírton explora seus temas por séries, através de um trabalho sistemático, que vai da pesquisa sobre o assunto, elaboração das composições, até a impressão final no papel. Seu trabalho metódico desmitifica a imagem do artista como um iluminado pela sensibilidade, para quem uma organização profissional não é necessária.
Nas suas imagens, a temática dos costumes regionais se transforma em uma exposição evocativa, aonde folguedos, festas religiosas, crendices, vão oferecendo motivação constante para sua atividade criativa. Esse universo rico que explora está há muito se esvanecendo em uma São Luís, que submerge na algaravia inconsequente das neuróticas cidades contemporâneas, quase sem espaço para as fantasias do imaginário popular de sua gente. De aparente simplicidade, as gravuras de Aírton, elaboradas em formas amplas e planas, sem detalhismos desnecessários, semeiam com figuras alegres o olhar dos espectadores. Sem preocupação descritiva de tipos, apresenta uma abordagem quase naif, dela se esquivando em climas visuais que através de uma composição elaborada e segura, tira dos temas uma vivacidade sugestiva. É importante sublinhar que a policromia é quase inusual na xilogravura, da qual tira um uso técnico e expressivo próprio e original. Mediante várias reimpressões entre amarelos, azuis, laranjas e vermelhos, ele pontua o branco do papel Rosaspin da tradicional Casa Fabriano da Itália, com siluetas de negro, em um resultado onde em um simbolismo lúdico e telúrico é o mais enfático da sua estilização.
A título de reflexão quero, chamar a atenção dos leitores para certo marasmo e desinteresse que atualmente se instalou na relação do público maranhense com seus artistas plásticos. Talvez faltem hoje em dia uma melhor formação, sensibilidade e entendimento que lhe permita ver, valorizar e consumir o bem de natureza natural que produzem os artistas que vivem e enriquecem a vida cultural desta cidade que se orgulha de seus quatrocentos anos. O Maranhão tem dado ao país artistas de talento reconhecido como Flory Gama, Celso Antônio de Menezes, Fernando P. e Floriano Teixeira. É graça a esta tradição passada entre gerações, que temos gente vivendo em um diálogo constante com o sensível e a simbologia da arte. Aírton Marinho se insere nesse cenário em que a produzir é sempre um desafio constante. A homenagem que lhe é prestada neste momento pela Fundação Municipal de Cultura (Func) é justa e em boa hora coloca o grande público em contato com as gravuras do artista, estreitando os vínculos entre a arte e nossa gente. A mostra está em cartaz na Galeria da Oficina Escola. Aírton, um abraço caloroso e parabéns pela sua arte!

José João Santos Lobato

Artista Plástico e Professor de Arte
Especial para o Alternativo

In: O Estado do Maranhão. Caderno Alternativo. São Luís, 29.12.2011. p. 5.

Imagens: Renato Pereira
1. Primeiro trabalho do artista. Coleção Fátima Frota;
2. Perna de Pau.;
3. Ao trabalho;
4. Serpente Encantada III;
5. Pungar;
6. Velas do Maranhão;
7. Azulejos de São Luís.

13 de jan. de 2012

Aírton Marinho

Airton Marinho Macedo

Nasceu em Vitória do Mearim, em 1952

Gravador

Formado em Desenho Industrial pela Universidade Federal do Maranhão - UFMA

Professor do Centro de Criatividade Odylo Costa, filho

Vive e trabalha em São Luís do Maranhão

Inicia sua carreira na década de 1970 como professor do Centro de Comunicações Visuais do Maranhão - CENARTE, atual Centro de Criatividade Odylo Costa, Filho, onde expós seus primeiros trabalhos.

Desenvolve um processo próprio de impressão em policromia nas suas xilogravuras, cujas temáticas são frutos de uma árdua pesquisa de conteúdo popular resgatada do seu imaginário infantil, das suas andanças pelas cidades e das histórias contadas pelo homem do povo da sua cidade natal e de S ão Luís do Maranhão, histórias prenhes de vida em forma, texturas e cores.

Prêmios:

1970 - Concurso de Logotipo para o Curso de Desenho Industrial da Universidade Federal do Maranhão - UFMA;

1970 - Concurso de Logotipo para o  Instituto de Previdência do Estado do Maranhão - IPEM;

1985 - Tro féu Apolônia Pinto - Melhor Artista Plástico do Ano;

1986/1989/1990/1991 -  Capa LISTEL/MA;

1987 - Salão Maranhense de Arte;


1990 - Prêmio Cidade de São Luís;

1991 - Coletiva de Maio;

1996 - Moção pela exposição Viva São Luís, requerido pelo vereador Ivan Sarney;

1997 - Moção pela exposição Impressões, requerido pelo vereador José Joaquim;


Coleções:

Brincadeiras Infantis, 1970
Perna de Pau.
Ao Trabalho, 1982
Ciclo do Arroz.
Lendas e Mitos, 1984
A Serpente I.
Viva São Luís, 1986
Mimoso da Ilha.
Festas da Ilha, 1988
Festas da Ilha.
Super Heróis e Guarnicê, 1989
Cazumbá
Velas do Portinho, 1992
 Festas e Festanças, 1990
Azulejos, 2000
Pungar, 2000
Vôo Rasante

Aírton Marinho, também, ilustra livros, capas de discos e de CD´s de autores maranhenses e nacionais.

Sua obras esta espalhada por museus, instituições culturais e coleções particulares no Maranhão, Brasil e no Exterior.

Atelier: Feira da Praia Grande, s/nº, Praia Grande. 
Bibliografia:

BEM. Arte no Maranhão: 1940/1990. São Luís, 1994.

Cunha, Carlos. A Páscoa das Gaivotas. São Luís: Edições Mirante, 1987.

Catálogo: Aírton Marinho, 20 anos de arte. 1999

Catálogo: Aírton Marinho, 30 anos de Arte. São Luís: Clara Editora, 2011.

Imagens: Renato Pereira.



29 de nov. de 2011

Jornal Pequena e a cultura maranhense

O Jornal Pequeno está sempre presente nas cenas culturais da cidade. Está sendo assim na Feira do Livro de São Luís com a publicação do Guesa Errante sobre a obra e a vida do patrono da feira José Chagas, e na exposição Airton Marinho: 30 anos de Arte com um catálogo sobre as xilos de Airton. 
Ambas publicações são distribuidas gratuitamente para o público que visita os dois eventos. 
Tem a ganhar, com a atitude, os artistas, os pesquisadores, os amantes da arte e da literatura e o público em geral ávido por conhecimento e cultura.
Meus parabéns a direção do Jornal Pequeno pela grande contribuição que vem dando a cultura do nosso Estado.   

17 de nov. de 2011

Airton Marinho, na Oficina-Escola II

O catálogo dos 30 anos
Público ávido por cultura
 O Prefeito de São Luís João Castelo e o artista Airton Marinho
Airton Marinho autografa o catálogo da exposição
 Euclides Moreira Neto (Presidente da FUNC) e a Primeira Dama do Município Gardênia Ribeiro Gonçalves
As pranchas mais que coloridas
Qual o processo?
 Marlene Barros (Artísta Plástica), Prefeito de São Luís João Castelo e Luís Carlos Santos (Escultor)
O dossiê do artista
As manchetes do Alternativo, Impar ....
Qual papagaio escolherei?!?!
 Arlete Machado Cruz (escritora) e os artistas Beto Lima e Luis Carlos Santos
Capas para long play
 Marlene Barros e o fotógrafo Edgar Rocha
As artistas Maria do Carmo (Cantora) e Marlene Barros

Airton Marinho, na Oficina-Escola I

O Guesa Errante do Jornal Pequeno se fez presente, ontem, na abertura  da exposição Airton Marinho: 30 anos de Arte, no prédio anexo da Oficina Escola.
Geral
 Airton Marinho autografando sua cria.
 Os Artistas Airton Marinho e Marlene Barros
 O Ilustrador.
 Fernando Oliveira (Secretário de Comunicação Social da FUNC)
 Luis Carlos Santos (Escultor), Couto Corrêa (Crítico e Curador de Arte) e Nauro Machado (Escritor)
 Ribamar Machado (Colecionador) Lucia Santos e Amiga (ao centro)
Capa Listel
 Marlene Barros (artista plástica) e Arlete Nogueira da Cruz  (escritora)
 David Silva
Luis Carlos Santos e Airton Marinho Jr.
 Fátima Frota (Colecionadora) e Luis Carlos Santos (Escultor)
A cantora e atriz  Cris Campos
A Confaeb prestigia.

Airton Marinho: 30 anos de Arte
Oficina-Escola
Praia Grande
até 18.01.2012
segundas a sextas-feiras
das 9h às 12h e das 15 às 19h