Walderedo Jr. Sem Título. Óleo sobre tela.
Há muitos e muitos anos atrás antes da chegada dos europeus a estas terras de Upaon-Açu, existia na Praia do Olho D’Água uma aldeia indígena, cujo chefe era Itaporama.
Itaporama, tinha uma bela filha que se apaixonou ardentemente por um jovem índio da tribo, que gostava de banhar-se nas águas bravas do mar.
Um certo dia, tomando banho nas águas do mar, foi visto pela Mãe D’Água, que se apaixona perdidamente pela beleza do jovem guerreiro, que o encanta e feitiça levando-o para seu palácio encantado nas profundezas do fundo do mar.
A filha de Itaporama, fica desolada e alucinada de dor. A cunhatã, então, passa a andar dias e dias pela praia deserta em busca do seu amor. A Filha de de Itaporama, sem comer, passa dias e noites na beira da praia sem comer e a chorar até que a morte compadecida com sua aflição a enterrou no meio das areias da praia.
Um belo dia, no local onde a índia havia sido enterrada, brotaram dois olhos d’água que viraram duas nascentes que correm sem parar em direção ao mar. São as lágrimas da cunhatã que morreu de amor com os olhos rasos d’água.
Muito legal!
ResponderExcluirMuito interessante!
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